Que este dia traga para sua vida mais amor e que você possa sentir o verdadeiro espirito do natal, comemore o dia do nascimento daquele que é maior, JESUS essa é a razão do Natal.
AME AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO E NUCA ESQUEÇA QUE SÓ JESUS É O CAMINHO A VERDADE E A VIDA.
sábado, 24 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Parabéns Jardim de Piranhas
Em homenagem aos 63 anos da emancipação política deste município, transcrevo abaixo trechos inéditos do capítulo inicial da 2ª edição do livro Jardim de Piranhas: Ontem e Hoje, escrito por Erivan Sales de Araújo, José Macário de Medeiros e este modesto blogueiro.
ASPECTOS HISTÓRICOS
• ANTECEDENTES
Não se conhece a existência de vestígios pré-históricos dentro do território de Jardim de Piranhas, apesar de a cidade distar apenas 115 quilômetros de Sousa, uma das trinta localidades que formam o Vale dos Dinossauros, região do alto sertão paraibano considerada um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo.
Pela proximidade, pode-se supor que os fósseis, as marcas de vegetais petrificados e as pinturas rupestres, encontrados em Sousa e em municípios vizinhos, sejam comuns às espécies animais e vegetais da fauna e da flora do Seridó potiguar, bem como à presença do homem pré-histórico nesta região.
Os vestígios mais antigos da presença humana em Jardim foram registrados por MEDEIROS FILHO(¹):
Aos 8 de março de 1688, Matias da Cunha, Governador-Geral do Brasil, dirigiu-se ao capitão-mor Domingos Jorge Velho, determinando-lhe partir com a sua gente para combater os bárbaros do Rio Grande. Na mesma correspondência, refere-se ao “mau sucesso que teve o Coronel Antônio de Albuquerque da Câmara na entrada que fez aos bárbaros”. Domingos Jorge Velho chegou ao teatro das operações, no Rio Grande, anteriormente a 5 de junho de 1688.
(...)
O Dr. Manoel Dantas dá notícia de uma casa-forte, construída em Jardim de Piranhas. Cremos tenha sido nela, que ficou alojado o mestre-de-campo Domingos Jorge Velho. Pela correspondência oficial, tem-se certeza de que o acampamento do paulista ficava na ribeira das Piranhas, em território rio-grandense, fronteiras com a Paraíba.
A vinda de Domingos Jorge Velho ao Seridó visou, unicamente, a dizimar os indígenas que habitavam a região, confronto que ficou conhecido como a “Guerra dos Bárbaros”. O bandeirante paulista cumpriu a missão à risca, exterminando todas as tribos seridoenses, incluindo-se a dos Caiacós, a dos Curemas, a dos Pebas e a dos Icós(²), que viviam na área hoje correspondente aos municípios de Jardim de Piranhas, Timbaúba dos Batistas, São Fernando e Jucurutu.
Sem a feroz presença indígena, ficara a região livre para ser ocupada, o que não demorou a ocorrer. CASCUDO(³) assim registrou o início do povoamento do Seridó:
O século XVIII é a conquista do Seridó. Começa uma história sem possibilidades documentais. Mais story que history. É a odisséia dos posseiros, homens sem títulos legitimadores da estabilidade. Vinham do Ceará, da Paraíba, acompanhando os rios orientadores, Piancó, Rio do Peixe, Pinharas, fundidos no Piranhas, tornado Rio do Açu, caindo no Atlântico em Macau.
Os posseiros bateram primeiro nas várzeas e planalto do Apodi, tabuleiros e capoeirões do Seridó, batizando a terra nullius domini sem que deixassem pegada em livro da Real Fazenda e sim nos acidentes da serra, carrasco e caatinga, padrinhos dos riachos, serrotas e logradouros.
O século XVIII fora a centúria do povoamento efetivo dos sertões e agreste, em ambas as dimensões territoriais: do Norte para o Ceará; do Sul para a Paraíba, avivado pela osmose do Jaguaribe e do Piranhas.
O impulso era a pastorícia, profetizada por Diogo de Campos em 1614: “A terra lhe era franca mais para o gado e creações do que para canaviaes e roças”. As roças vieram, suficientes e fartas, mas apoiando a família dos vaqueiros na labuta do campo.
DANTAS(4) também deixou registrado que
No Seridó, sob as bênçãos de ricas tradições patriarcalistas, surgiu e firmou-se, de há muito, como o grupamento humano o mais homogêneo e o mais rico de beleza étnica, gerando, através dos tempos, essa admirável unidade familiar, social e espiritual, rara, às vezes, noutras regiões.
• FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA
A história de Jardim de Piranhas (RN) está intimamente ligada à de toda a região do Seridó. A localidade, inclusive, é mencionada em uma das lendas sobre a origem da vizinha Caicó, de que acabou emancipada.
Não há muitos registros acerca do surgimento do povoado. O que se conhecem são histórias, passadas de pai para filho, a exemplo da que se encontra no sítio do IBGE na internet(5):
Deve-se a formação desta cidade à família “Cavalcante”, que, em 1874, doava o patrimônio de Jardim à Paróquia de Nossa Senhora de Santana, com sede em Caicó. Viveu para sua organização o Padre João Maria Cavalcante; este, em data de 18 de outubro daquele ano, benzia a Imagem de Nossa Senhora dos Aflitos, celebrando a 1º missa de fundação do antigo povoado de Jardim, nome pelo qual permaneceu por muitos anos. Do Padre João Maria, nasceu a idéia da construção de um templo, que recebeu o nome ou orago de Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, hoje, Igreja do mesmo nome.
Residiam como proprietários da antiga Fazenda Jardim as famílias Esmeraldo, Cavalcante e Oliveira.
Foi doadora do patrimônio onde se instalou nos primeiros dias para até então, o já falado Povoado, a senhora Dona Margarida Cardoso Cavalcante.
Originou-se o nome de Jardim de Piranhas pelo simples fato da existência da antiga Fazenda Jardim, situada à margem do renomado Rio Piranhas (...).
MONTEIRO(6) assim descreveu o lugar:
Dista 36 Km de Caicó e está situada à margem direita do rio Piranhas. Possui umas 170 casas entre as quais uma ou duas de feição moderna. A igreja está remodelada sendo a padroeira Nossa Senhora dos Aflitos. Possui uma pequena praça, cemitério e mercado. Jardim de Piranhas não é um lugar feio. Está em progresso e pode, para o futuro, ter os seus melhoramentos mais necessários, como telégrafo, luz etc.
De concreto, o que se pode comprovar é que, devido à natureza dos terrenos férteis, propícios à lavoura e à pecuária, o povoado rapidamente progrediu, sendo elevado à categoria de Distrito de Paz (povoação com pelo menos 75 casas habitadas) através da Lei nº 435, de 9 de abril de 1859. Em 1936, ascendeu a Distrito de Caicó, situação na qual permaneceu até 1948, quando a Lei nº 146, de 23 de dezembro daquele ano, criou o município, posteriormente instalado em 1º de janeiro de 1949.
(1) MEDEIROS FILHO, Olavo de. Índios do Açu e Seridó. Gráfica do Senado Federal: Brasília, 1984, p. 120-121.
(2) MEDEIROS, Tarcísio. Aspectos Geopolíticos e Antropológicos da História do RN. Imprensa Universitária: Natal, 1973.
(3) CASCUDO, Luís da Câmara. Nomes da Terra. Fundação José Augusto: Natal, 1968.
(4) DANTAS, D. Adelino. Homens e Fatos do Seridó Antigo. Garanhuns: O Monitor, 1962.
(5) Disponível em <http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/riograndedonorte/jardimdepira-
nhas.pdf> Acesso em 2 Jan 2010.
(6) MONTEIRO, Pe Eymard L’E. Caicó (Subsídios para a História Completa do Município). Recife: Escola Salesiana de Artes Gráficas, 1945.
Postado por ALCIMAR DA SILVA ARAÚJO às 07:16
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Ser Professor uma difícil missão
Crônicas & Dicas – “Nem Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje…”
Por:Padua Campos

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles….
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. – Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.- E vê lá se não vai reprovar alguém!
E, foi nesse momento que Jesus levantou os olhos para o céu e disse:
“Senhor, Senhor por que me abandonastes?”
Enviado Por Jaridza Menescalterça-feira, 20 de dezembro de 2011
TEXTOS JURÍDICOS
LEI DA PALMADA: PODE OU NÃO PODE?
Pelo projeto, crianças e adolescentes "têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou proteger.
Em entrevista da semana, convidamos o advogado Frederico Damato do escritório Amaral & Damato Advogados para esclarecer mudanças mais significativas da nova medida.
M.A: O deputado Jair Bolsonaro, contrário ao projeto, acredita que a lei promove uma intervenção do Estado na educação infantil. Esta intervenção pode ser considerada inconstitucional?
Dr. Frederico: Sim. A Constituição da República é clara ao dar apoio aos pais criarem livremente os filhos. A violência não é proibida apenas na relação pai-filho, mas entre os seres humanos em geral. Já temos o Código Penal dispondo sobre lesão corporal, o ECA dispondo sobre os maus tratos sobre a palmada, e ambas sem interferir na relação familiar.
É uma intimidade que deve ser preservada. E outra coisa que precisa ser pensada: quem vai fiscalizar essa palmada? Teremos um policial ou um conselheiro tutelar em cada casa?
M.A: Teresa afirma também que o projeto dá condição para que a criança e o adolescente sejam criados sem agressões físicas. 'Quando a violência passar do limite, as famílias e as crianças serão encaminhadas para assistência, pois aquele que bate também precisa de ajuda', afirmou. Qual seria este "limite"? É possível que a justiça consiga delimitar?
Dr. Frederico: Essa delimitação virá apenas após reiteradas decisões judiciais sobre o tema. Ou seja, será necessário um bom senso coletivo do Judiciário para definir quais os limites impostos pela lei. É outra crítica a ser feita. Alei já é concebida sem um critério sobre qual é o limite da palmada. Se pararmos para pensar, o Congresso Nacional passou meses discutindo esse tema, criou a lei, para jogar a responsabilidade de sua interpretação no Judiciário. Faltou capricho na sua elaboração.
postado no Blog do Alcimar
Mensagem de Fim de Ano
| NÃO VOU LHE DESEJAR UM FELIZ ANO NOVO. |
| Não vou desejar que nesse ano encontre paz e felicidade permanentes. Não vou desejar que supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais linda e simpática do planeta (mas vou desejar saúde. Porque com saúde não se brinca). | ![]() |
![]() | Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos de sua vida.365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que deseja fazer, ser e ter. | ![]() |
| Esse ano, quero desejar outra coisa.Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que apoiaram e quem você foi em todas essas situações.Que determine a vida que quer levar. De repente não é a que está levando agora, a que seus pais querem que leve. Ou seu amor. Ou seus amigos. Ou sua comunidade. Pare e pense na vida que você quer ter. | ![]() |
| Escolha as pessoas que lhe acompanharão.Aquelas que agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos. Escolha as que quer ao seu lado e querem estar ao seu lado.Descubra o que lhe dá prazer e trabalhe para que seja constante em seu dia-a-dia. Faça o que você ama e ame o que faz. | ![]() |
| Reconheça as características pessoais que não gosta e aprenda a mudá-las (ou aceitá-las). Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você. Então, procure. Insista e não desista. |
| Sim, um ano inteiro é muito pouco para tantos desejos.Então, vamos lá. Procure dentro de você a força que precisa. Suspire fundo. Comece. Agora. Sua vida está esperando. Feliz vida para você. |
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Desperte o prazer pela leitura em seus alunos.
Para educadores: Prazer de ler
Fabrício D. Viana
![]() | Muitos professores com sua boa intenção de "ensinar" acabam cometendo erros gravíssimos quando o assunto é "ensinar a ler". Boa parte, com sua formação intelectual, acham que livros de Machado de Assis, Lima Barreto ou Euclides da Cunha são e devem ser lidos por estudantes do ensino fundamental, como um "estímulo" para a prática da leitura. |
O mundo gira e dá voltas, nós mudamos e as coisas também. Hoje não, mas quando pequeno lembro-me que ODIAVA LER qualquer coisa, principalmente livros chatos que aqueles professores adoravam passar para "fazer resumo".
Que coisa absurda era fazer aquilo. Leitura difícil e textos complicados. Lembro-me que, a cada novo livro, existiam duas perguntas básicas. A primeira era: quantas páginas tem o livro? E a segunda: qual o tamanho da letra? Se a letra fosse grande e tivesse poucas páginas, dava pra tentar encarar. Se tivesse muitas páginas ou a letra fosse pequena, nem pensar, a idéia era copiar "diferente" de alguém ou pedir pra quem já leu fazer o bendito resumo do livro.
Sim, esta é a realidade do nosso Brasil, o que eu já fiz, muita gente já fez e mais um monte ainda está fazendo, e outros tantos irão fazer.
Sim, esta é a realidade do nosso Brasil, o que eu já fiz, muita gente já fez e mais um monte ainda está fazendo, e outros tantos irão fazer.
A culpa disso tudo? Acredito que grande parte vem do "despreparo" de alguns professores. O que me motiva, e muito, a escrever este artigo.
Muitos professores com sua boa intenção de "ensinar" acabam cometendo erros gravíssimos quando o assunto é "ensinar a ler". Boa parte, com sua formação intelectual, acham que livros de Machado de Assis, Lima Barreto ou Euclides da Cunha são e devem ser lidos por estudantes do ensino fundamental, como um "estímulo" para a prática da leitura. Concordo, são obras que merecem atenção de todo indivíduo que se julgue brasileiro e levar estes títulos para seus alunos é uma boa missão. Mas, avaliar o momento correto de introduzir tal leitura, também. Essa é minha principal crítica.
Como assim? Acredito que tudo seja um processo. Para andar, você balança o corpo para um lado e para o outro, depois de algum tempo, você já está engatinhando e em seguida, dando os primeiros passos. Na leitura, é a mesma coisa. Primeiro precisamos despertar o interesse, depois o prazer pela leitura e só em seguida partir para leituras mais complicadas.
Imagine, por exemplo, um aluno do ensino fundamental que precisa fazer um resumo do livro "O Cortiço" porque seu professor pediu. Se ele tiver o mesmo perfil que muitos estudantes de nosso país tem, aversão à leitura, com certeza terá muita dificuldade para ler este maravilhoso livro. Não porque ele seja burro ou ainda porque não tenha capacidade de simbolizar ou de interpretar fatos e histórias, mas sim porque ele não tem o "básico", que é o PRAZER DE LER.
Dar um livro que não corresponde com sua realidade e que a leitura seja "pesada", isto é, precisa ser lido e relido, parágrafo por parágrafo, para entender as idéias de seu autor, para quem não gosta de ler é tarefa difícil. E, depois, a culpa é jogada no próprio e infeliz aluno, afinal, é "ele que não gosta de ler".
Outro dia, veio um amigo aqui em casa, 17 anos. Típico adolescente. Ao ver meus livros na estante, perguntou "por perguntar" se tinha algum livro interessante para indicar. A primeira coisa que perguntei foi se ele gostava de ler. Disse que não. Pensei, bom, 17 anos é uma fase de descobrimentos, de se "auto-conhecer", acho que o livro Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach é uma boa escolha. Afinal, livro pequeno, letras grandes, poucas páginas e muitas figuras. Peguei o livro e dei em sua mão, dizendo para que lesse a história e que ela falava de uma gaivota, mas que ele não deveria pensar como gaivota, que deveria imaginar a gaivota como se fosse uma PESSOA. Esta gaivota vai fazer várias coisas, disse, inclusive com outras gaivotas, com OUTRAS PESSOAS. Quando ler, lembre-se de levar isso pro dia-dia, imagine sempre as pessoas, a sociedade e tenha uma boa leitura.
Para quem já leu Fernão Capelo Gaivota sabe do que falo. Uma bela história. Rica em vida, de fácil leitura e que não exige muito. Ele foi embora e no outro dia apareceu, com o livro lido por inteiro. Disse que gostou muito e perguntou se tinha outro para indicar. Neste momento seu irmão que o acompanhava falou: "Nossa, e aqueles dois livros que eu passei para você ler, você vai ler o dele e não os meus?". Então perguntei a ele quais livros teria recomendado. Ele me disse que um deles foi DOM CASMURRO. Falei, bom, esta explicado, dar Dom Casmurro pra quem não gosta de ler é a mesma coisa de dizer NÃO LEIA. Não adianta nada recomendar. A história é boa, mas a leitura de Dom Casmurro exige um pouco, coisa que um "principiante" na arte de ler ainda não tem. Em seguida tirei da minha "mini-biblioteca" o livro "Como educar seus pais", do grupo Obrigado Esparro. É um livro voltado para adolescentes. Não diz nada com nada, tem várias piadinhas infames e, ao mesmo tempo, representa de forma bem humorada a realidade de todo adolescente.
Dois dias depois, reencontro ele em um teatro, no final de uma peça em que eu e seu irmão estávamos representando. Ele, todo empolgado, me disse que tinha adorado o livro e já tinha lido duas vezes, do início ao fim, e que viria em casa buscar mais.
Esta é só uma das histórias de tantas outras parecidas. Quem me conhece sabe que adoro recomendar livros. Minha experiência diz que, se você é professor, se você é um pai, se você quer que alguém leia alguma coisa, algum livro, antes de qualquer coisa precisa despertar o PRAZER pela leitura. Desperte o INTERESSE e a CURIOSIDADE. Indique livros que correspondam com sua realidade, livros que sejam fáceis, livros que você pense, bom, é a cara dele, ele vai gostar porque eu sei mais ou menos do que ele gosta, do que ele busca e procura. E não se prenda apenas em livros, tenho amigos que aprenderam a gostar de ler lendo GIBIS quando crianças.
Não é tarefa fácil criar este "desejo" pela leitura, sei disso. E nem acho justo tentarmos "converter" todo mundo para este universo de papel, letras, histórias e idéias. Afinal, uma coisa que aprendi muito bem é que, o que é bom pra mim, pode não ser bom para o outro. Mas, como eu conheço bem a realidade de nosso país, que nosso ensino público é péssimo e que temos professores despreparados formando brasileiros completamente alienados, acho que devemos cometer tal "atrocidade". Devemos sim insistir que nosso povo tenha o prazer de ler. Pois assim, através da leitura, poderão se descobrir, conhecer a história da humanidade, saber como as coisas funcionam, saber mais de si mesmos e do mundo que se encontra em sua volta. E todos nós, professores ou não, somos responsáveis pela educação, pela conscientização, por batalhar por uma sociedade cada vez melhor. Portanto, se você é professor, não "mate" o PRAZER DE LER de seus alunos, dê livros fáceis de ler antes dos "difíceis", pergunte antes o que gostariam de ler e nunca, jamais, force qualquer barra. Você tem um grande instrumento em mãos que é o ofício de ENSINAR, portanto, não desperdice isso. Afinal, cada aluno "convertido" para a ARTE DA LEITURA é um potencial cidadão e agente transformador de si mesmo e do mundo que se encontra a sua volta.
Sobre o autor:
Fabrício D. Viana (www.fabricioviana.hpg.com.br) é escritor, humanista, ator, bacharel em psicologia e profissional de marketing e negócios, trabalha com Internet desde 1995 passando por empresas de tecnologia e recursos humanos.
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